
O que é adenomiose?
A adenomiose é uma condição em que o tecido que normalmente reveste a parte interna do útero passa a crescer dentro da musculatura uterina. Isso pode fazer com que o útero fique aumentado e mais sensível, causando sintomas como cólicas intensas, sangramento menstrual aumentado, dor pélvica e sensação de peso na região.
Ela é uma doença benigna e relativamente frequente, mas que muitas vezes demora a ser diagnosticada. O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da idade, dos planos reprodutivos e das características de cada caso.

A Adenomiose na mulher jovem
Uma condição pouco diagnosticada
Em mulheres mais jovens, a adenomiose costuma se apresentar com maior frequência na forma focal, muitas vezes associada à endometriose. São pacientes que podem conviver por anos com cólicas intensas, dor pélvica e dificuldade para engravidar antes de receberem o diagnóstico correto.
Apesar de não ser uma condição rara, a adenomiose ainda é subdiagnosticada, especialmente nas pacientes jovens. Por isso, reconhecer seus sinais e realizar uma avaliação especializada faz diferença.
Nos casos de adenomiose focal, a ablação por radiofrequência pode ser uma opção minimamente invasiva e eficaz para pacientes selecionadas, com o objetivo de tratar a lesão, aliviar sintomas e preservar o útero.
A adenomiose na mulher madura
É necessário remover o útero?
Em mulheres mais maduras, a adenomiose costuma se apresentar de forma difusa, comprometendo uma porção maior da musculatura do útero.
É mais frequente em pacientes com histórico de procedimentos uterinos, como cesarianas, curetagens, histeroscopias e miomectomias.
Os sintomas mais comuns são sangramento menstrual aumentado, cólicas intensas, dor pélvica e, em algumas pacientes, alterações da fertilidade e maior risco de perda gestacional.
Muitos casos respondem bem ao tratamento hormonal, que pode controlar de forma importante os sintomas. Quando isso não é suficiente, existem alternativas voltadas à preservação uterina, como a ablação por radiofrequência e, em situações selecionadas, cirurgias conservadoras como a adenomiomectomia, em que se busca remover ou reduzir as áreas comprometidas preservando o útero.
Na Métria, a escolha do tratamento é sempre individualizada, considerando a extensão da doença, os sintomas e os objetivos de cada mulher.


Pioneirismo na ablação da adenomiose
Na Métria, temos experiência pioneira na ablação por radiofrequência para o tratamento da adenomiose focal e difusa, uma técnica inovadora ainda realizada em poucos centros especializados no mundo.
Em pacientes selecionadas, especialmente aquelas que desejam preservar o útero e manter seus planos reprodutivos, a radiofrequência pode fazer parte de uma estratégia integrada de tratamento, muitas vezes associada à abordagem cirúrgica da endometriose quando as duas doenças coexistem.
O procedimento é realizado guiado por ultrassonografia, com a introdução de uma fina agulha diretamente na área acometida. A energia de radiofrequência gera calor de forma controlada, tratando o tecido doente com grande precisão, sem incisões no abdome e com mínima agressão aos tecidos ao redor.
É uma técnica relativamente recente, com estudos cada vez mais promissores para controle dos sintomas e preservação uterina. Centros internacionais dedicados ao tratamento da adenomiose já vêm incorporando essa abordagem, e nossa equipe acumula experiência em sua utilização no Brasil.
Na maioria dos casos selecionados, o procedimento permite alta no mesmo dia e recuperação rápida, oferecendo uma nova possibilidade para mulheres que, até pouco tempo atrás, dispunham de opções muito mais limitadas para o tratamento da doença.
Conheça outras vias de tratamento possíveis
Adenomiomectomia laparoscópica ou robótica:
Cirurgia conservadora em que a área do útero comprometida pela adenomiose é identificada e removida, seguida de uma cuidadosa reconstrução da parede uterina. Pode ser realizada por laparoscopia ou cirurgia robótica em casos selecionados, especialmente nas formas focais da doença.
Cirurgia de Osada:
É uma técnica de adenomiomectomia desenvolvida especialmente para casos mais extensos de adenomiose difusa. O tecido comprometido é amplamente removido e o útero é reconstruído por meio de uma técnica especial de três retalhos, buscando restaurar sua anatomia e preservar o órgão. Trata-se de uma cirurgia complexa, reservada a pacientes cuidadosamente selecionadas.
Ablação por micro-ondas:
Assim como a radiofrequência, utiliza energia térmica aplicada de maneira controlada sobre as áreas de adenomiose. O procedimento é realizado com auxílio de imagem, promovendo a destruição térmica do tecido comprometido sem a necessidade de sua remoção cirúrgica. Estudos vêm demonstrando resultados promissores no controle dos sintomas em pacientes selecionadas.
Tratamentos hormonais:
Medicamentos hormonais podem ser muito eficazes para controlar sintomas como cólicas e sangramento aumentado. Entretanto, em geral, seu efeito depende da continuidade do tratamento e muitas dessas terapias não são compatíveis com a tentativa de gestação enquanto estão em uso. Para mulheres que desejam engravidar, o tratamento precisa ser planejado de acordo com o momento reprodutivo.

A adenomiose é o fim da linha para o útero?
Durante muito tempo, a adenomiose foi uma doença cercada por poucas respostas e poucas alternativas. Ainda hoje, sabemos menos sobre ela do que gostaríamos. Seu diagnóstico se tornou mais frequente nos últimos anos, especialmente com o avanço da ultrassonografia especializada e da ressonância magnética, que passaram a permitir uma avaliação muito mais detalhada da parede uterina.
Uma das grandes dificuldades da adenomiose é justamente a forma como ela se comporta. Diferentemente de outras doenças, muitas vezes não existe uma lesão claramente separada do tecido normal. O tecido acometido pode se misturar à musculatura saudável do útero, tornando difícil enxergar, a olho nu, onde a doença começa e onde termina.
É exatamente por isso que técnicas guiadas por imagem têm despertado tanto interesse no tratamento da adenomiose. Quando utilizamos o ultrassom durante o procedimento, conseguimos identificar as áreas comprometidas com muito mais precisão e direcionar o tratamento exatamente para esses locais.
Nesse cenário, técnicas como a ablação por radiofrequência e a ablação por micro-ondas representam uma nova possibilidade. Por meio da aplicação controlada de energia térmica, podemos tratar áreas de adenomiose sem a necessidade de remover o útero e, em muitos casos, sem incisões no abdome.
Isso não significa que exista um único tratamento ideal para todas as pacientes. A adenomiose pode ser focal ou difusa, estar associada à endometriose, provocar dor, sangramento ou interferir na fertilidade. Cada uma dessas situações exige uma estratégia diferente.
Quando existe infertilidade associada, acreditamos que o cuidado deve ser ainda mais integrado, com acompanhamento conjunto de um especialista em reprodução humana. Tratar a doença e planejar a gestação precisam fazer parte da mesma conversa.
Mesmo nos casos de adenomiose difusa, o diagnóstico não deve ser encarado automaticamente como o fim da possibilidade de preservar o útero. Existem tratamentos medicamentosos, técnicas ablativas e cirurgias conservadoras que podem ser considerados de acordo com a história e os objetivos de cada mulher.
Adenomiose não é o fim da linha. É uma doença complexa que exige conhecimento, planejamento e, acima de tudo, individualização.
Antes de decidir retirar um útero, acreditamos que vale a pena conhecer as alternativas. Porque preservar o útero, quando isso é seguro e possível, também significa preservar escolhas.
Dr. Eduardo como professor de ablação de adenomiose
Ensino que ultrapassa fronteiras
Além da atuação clínica, o Dr. Eduardo Cecchin participa anualmente como professor de um dos poucos cursos da América Latina dedicados ao ensino da ablação por radiofrequência no tratamento da adenomiose.
Realizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o curso reúne médicos de diferentes países interessados em se capacitar em uma técnica ainda restrita a poucos centros especializados. Na última edição, cerca de 40 médicos de toda a América Latina participaram da imersão.
A formação é realizada em conjunto com o Dr. Michel Zelaquett, do Rio de Janeiro, e combina conhecimento teórico, discussão de casos e experiência prática no tratamento minimamente invasivo da adenomiose.
Para o Dr. Eduardo, ensinar também faz parte de estar na vanguarda: compartilhar experiência, formar outros especialistas e contribuir para que técnicas inovadoras cheguem a um número cada vez maior de pacientes.
Clínica Métria Saúde Uterina
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Responsável técnico:
Dr Eduardo José Cecchin
Médico Ginecologista, especialista em Endoscopia Ginecológica
CRM 24994 / RQE 22350



